Política de devolução de ebook do Amazon KDP

A Amazon deveria dar nossos ebooks de graça? Pois é exatamente isso que a Política de devolução de ebooks da Amazon permite.

Abaixo está um trecho da atual política de devolução e reembolsos da Amazon KDP para devolução de books Kindle por parte de clientes:

“Você pode devolver eBooks (…) que você comprou na Loja Kindle e obter um reembolso. Consideraremos sua devolução se recebermos a sua solicitação dentro do prazo de 7 dias após a data da compra.”

No mundo real, se um cliente entrar em uma loja física e comprar um item tangível, esse item poderá ser devolvido à loja dentro de um período de tempo especificado para um reembolso.

Nesse caso, ninguém perde. O cliente tem seu dinheiro de volta e a loja recebe o item original.

Porém, ao vender ebooks a Amazon permite que os clientes mantenham esse produto por 7 dias (mais do que tempo suficiente para lê-lo). Em seguida, a Amazon possibilita que esses clientes devolvam o ebook para obter um reembolso. Mas o leitor (consumidor) já leu o ebook e os autores e autoras ficam sem direito ao valor da venda.

Isso é justo ou não?

É como entrar em um restaurante, comprar uma refeição e pedir um reembolso depois de já ter comido.

Autores e editores investem muito tempo e dinheiro na criação de livros virtuais para permitir que a Amazon) os entreguem praticamente de graça.

Além disso, a opção “Dê uma olhada” da Amazon disponibiliza aproximadamente 2 capítulos (às vezes mais) da maioria dos ebooks para que os clientes possam visualizá-lo antes da compra.

Política de devolução de ebook do Amazon KDP
Política de devolução de ebook do Amazon KDP

Por que a Amazon ainda permite que alguém adquira um ebook, tenha 7 dias para lê-lo e, depois, possa obter um reembolso do valor pago?

Esta política precisa ser alterada. Ao ler a amostra gratuita os clientes já estão cientes se desejam ou não continuar lendo o ebook. Sete dias é excessivo.

E muitas pessoas admitem que abusam da política de devolução da Amazon simplesmente porque a empresa permite.

Isso é injusto para autores e editores.

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Resumo
Política de devolução de ebook do Amazon KDP
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Política de devolução de ebook do Amazon KDP
Descrição
A política de devolução de ebooks da Amazon é justa para autores? Muitos clientes abusam dessa política de devolução e prejudicam autores e editores.
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Como Publicar eBooks na Amazon

6 comentários em “Política de devolução de ebook do Amazon KDP

  1. De fato! Eu ainda não tinha visto quanto tempo ela dá de prazo para devoluções, mas não só, mas principalmente por se tratar de ebooks (mais curtos) 7 DIAS de fato é tempo demais para eles “devolverem” o produto.

    Precisamos nos mobilizar contra isso de alguma maneira.

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    1. Olá
      Eu já tive ebooks devolvidos. Afinal, publico desde 2013 na Amazon.
      Mas nos últimos meses algo anormal tem acontecido: um número excessivo de devoluções em poucos dias.
      Como publico livros seriados, penso que algum leitor tem “comprado”, lido e devolvido os livros da série.
      A injustiça está neste fato.
      Obrigado pelo comentário.

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  2. Olá. Sou vossa seguidora e leio sempre atentamente todos os vossos post, onde tenho aprendido imenso. Também publico na amazon, sou portuguesa e tenho tido algum sucesso de vendas com os meus livros, quer em capa papel, quer em ebooks. Ocasionalmente já ocorreu ter um ou outro ebook devolvido, e confesso que entendia que era apenas porque a pessoa não tinha gostado e devolveu antes de terminar a leitura. Pois se realmente a amazon permite essa devolução em sete dias – claro que a pessoa já leu tudo -, não deveria permitir. Realmente se eu for comprar um livro numa livraria, não posso devolver ainda que não tenha gostado do conteúdo. Obrigado pelo esclarecimento e bom 2020.

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  3. Entendo que atrás de um livro existe um suspense… Basta uma sinopse para o leitor perceber e querer ler a obra. Então um capricho dissertativo o fará comprar. Sugestioná-lo que uma obra de arte deve ser lida três vezes no mínimo para então dizer se gostou, se lhe foi útil e até criticar. realmente é muito trabalho e responsabilidade assinar um trabalho artístico… D.C…

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  4. Isso a Amazon traz do hábito Americano de oferecer reembolso sem perguntas para qualquer produto, em qualquer situação. Fiquei horrorizada uma vez que minha sogra, após comer metade de um pacote de nozes, disse que as mesmas estavam “murchas” e decidiu voltar ao supermercado e devolver o pacote. Eu fui com ela, já com vergonha e achando que iam negar. Que nada… Eles nem olharam pra cara dela, simplesmente processaram o reembolso como se não fosse nada e deram o dinheiro na mão dela.

    Com ebooks, desde os primórdios da Internet quando eram vendidos ebooks em PDF, um dos grandes argumentos para fechar a venda era garantia de devolução do dinheiro se o cliente não gostasse do livro. Alguns vendedores (isso muito antes de existir a publicação pela Amazon) até mesmo prometiam dinheiro de volta após vários meses, alguns até mesmo anos, e não importava se o cliente tinha “consumido” o produto, ou seja, lido o livro.

    Eu lembro que nos anos 90 tinha um cara que se chamava Corey Rudl que ensinava como montar negócios online. A garantia dele era de 3 anos! 100% do seu valor de volta se você tentar montar um negócio online com as minhas dicas e em 3 anos não fizer dinheiro! A ideia era de que se a pessoa tinha um prazo tão longo, ela não iria se preocupar em pedir reembolso tão cedo e 3 anos depois já teria esquecido.

    O negócio é que esse tipo de estratégia (oferecer garantia para aumentar as vendas) precisa ser usada com cautela e acredito que não deveria ser usada com livros de valor tão baixo como Kindle. Não ter gostado de um livro não deve ser motivo para pedir dinheiro de volta. Nunca na história da humanidade, nós tivemos o direito de entrar em uma livraria, comprar um livro, ler, e depois voltar e pedir o dinheiro de volta caso não gostássemos! Não gostou do livro? Azar! No Brasil, nós tínhamos leis e práticas de defesa do consumidor que eram (e ainda são) sensatas tanto para o consumidor quanto para o comerciante. Agora com essas práticas vindas dos EUA, essa coisa de o cliente está sempre certo, não importa o que seja, acaba sendo muito negativa para quem empreende, nesse caso, escritores.

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